Sinopse:
A vida dos mordomos ficou bem mais leve depois que a inglesa Agatha Christie começou a escrever suas inimitáveis histórias de crime e suspense. Nas tramas da Dama do Crime raramente a culpa recai sobre o mordomo, esse personagem clássico da ficção policial barata. Nas tramas de Christie, o mordomo entra apenas para confundir os leitores ou então para levar broncas de Hercule Poirot quando não o atendem convenientemente. A inesgotável criatividade da autora em arranjar culpados que não fossem mordomos começa a ganhar fôlego nos primeiros contos policiais que escreveu para revistas desconhecidas dos anos 1920/30. Esquecidas há mais de meio século, essas histórias foram compiladas em livro pela primeira vez em meados dos anos 1990. São, no total, nove contos. Dois deles trazem aventuras com o inesquecível detetive belga Hercule Poirot, a mais famosa criação de Christie. O conto que dá título ao volume revela uma Agatha Christie diferente, que chega a lembrar o clima horripilante de Stephen King, um autor que começou a escrever muito depois de a Dama do Crime já estar montada na fama. Neste conto, cuja ação se passa na Rodésia, um morto-vivo perambula pelas plantações de tabaco daquele país. É, no mínimo, surpreendente, já que o sobrenatural dificilmente teve alguma chance nas tramas cerebrais da escritora. Cada uma das histórias está devidamente apresentada e analisada em pequenas introduções preparadas especialmente para este volume. |